terça-feira, 12 de abril de 2011

Episódio II

No quarto real:Bedonna, o magnífico rei, estava a preparar-se para a poderosa festa. Enquanto se maquilhava, surge Puppy, o cãozinho fofo adorado por todos.

BED. "Puppy, meu au au, como é que estás?"

O cão abana a cauda em resposta.

BED. "É óbvio que estás bem! Vives com tudo o que precisas! No meio de todo o meu luxo e ostentação!"

O olhar de Puppy brilha.

BED. "Oh, lindo e amigável cãozinho, vai agora e deixa o doninho sozinho."

O cão, obedecendo, sai da sala. De seguida, entra Sílvia Branco, a serviçal.

SIL. (fazendo uma vénia) "Alteza! Surgiu um imprevisto! Uma criança proveniente do clero nasceu e corre o rumor que intenta contra vossa graça!"
BED. "Como é obvio é um rumor!  Que seja a última vez que me diz que isso aconteceu no meu reino! O meu clero é puro e põe a sua mão na mão do senhor, e na minha, não admitirei isto! Serás punida severamente escrava!"
SIL. "Meu amo, não foi de propósito! O seu querer é o meu!"
BED. "Silêncio! Vou agora ao jardim para apanhar um pouco de ar! Vá ter com o carrasco e diga-lhe que dezoito chicotadas não serão suficientes! Quero ouvir os gritos no jardim! Quero ficar feliz! Agora, sai da minha frente!"

Sílvia sai da porta e, de forma resignada, caminha para o sofrimento.

No jardim:Bedonna encontra-se na carroça e ordena que esta pare à frente de Elvira.

BED. "Verme! Está tudo pronto para logo?"
ELV. (fazendo uma vénia) "Sim, vossa grandeza! Tudo sairá como planeado."
BED. "Óptimo! Se falhares, demente, corto-te a cabeça."

De forma imperial, Bedonna gesticula e a carroça segue.
Divagando, Elvira Caixão roga praga.

ELV. "Sim, alteza. Vai ser um estrondo!"

Na aldeia: O transporte pára e Bedonna entra no imaculado recinto onde a freira Filomena o intercepta.

FIL. (fazendo uma vénia) "Vossa graça!"
BED. "Clériga! Chegou-me que um menino nasceu no seio da igreja! Quão verídico é isto?"
FIL. "Alteza, a minha irmã, Rafaela Saudade padeceu de uma violação e, passado nove meses, o rebento nasceu."
BED. "Ia ser cinco meses?! Não tem qualquer explicação! Essa mulher é uma aberração! Quero-a morta pela fogueira! A ela, e à nojenta criança!"
FIL. "Que heresia é esta? Não, não por favor!"
BED. "Heresia?! Serás também castigada! Amanhã terás visitas!"
FIL. "Não, por favor, não! Não reine como um vândalo!"

Já de costas, Gadonna sorri e ao sair diz.

BED. "Eu sou um escândalo!"

No caminho para o castelo, parece que Deus pergunta.

DEU. "Diga-me majestade, rei cruel e perverso, porque é que isto rimou?"
BED. "Para mandar matar criancinhas é necessário escrever em verso."

No castelo: Já estava tudo pronto e a festa iria começar. Tudo esperava o adorado.
Era agora.

CIN. "Abram o portão!"

Continua...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Episódio I

No castelo:Bedonna Gadonna estava a fazer as suas necessidades e, quando termina, realiza o chamamento.

BED. "Cindiléia! Venha-me limpar o real anús!"
CIN. " Sim, meu amo! A vossa vontade é o meu realizar!"
BED. "Com rapidez!"

Depois de ser limpinho, o poderoso rei decide caminhar até à janela e observar o ambiente.
Depois de ficar esclarecido, Bedonna anda nos corredores gigantes do palácio e, como de costume, saúda os súbditos da corte. Encontra Margarida de Cortona, a filha da arqui-inimiga do seu falecido pai (salientando que foi mandado assassinar).

MAR. (fazendo uma vénia) "Vossa graça!"
BED. "Não deveria estar a aprender a andar de quadrúpede? Creio que lhe foi incutido que um nobre de valor saberia fazê-lo."
MAR. "Peço perdão alteza! A minha ignorância será punida com severidade."
BED. "Assim espero que seja! Trate disso imediatamente! Lembre-se que faz parte desta corte devido à sua família! Eu não simpatizo consigo! Só preciso de um pretexto para acabar com a sua presença sem existir descontentamento!"
MAR. "Sem dúvida alguma! Esse pretexto não vai surgir!"

Sorrindo, a real realeza continua o seu caminho. Estava na hora de abandonar o castelo e ter o seu encontro semanal.

No jardim:Bedonna Gadonna chega ao jardim e encontra Elvira Caixão, a bruxa da aldeia.

BED. "Bruxa possuída por algo que espero que seja menos poderoso do que eu, temos que conversar."
ELV. (fazendo uma vénia) "Alteza!"
BED. "O acordo ainda não acabou feiticeira! Sabes bem disso."
ELV. "Esse meu conhecimento nunca será esquecido."
BED. " Assim espero! Amanhã será a festa da corte e necessito do animal preparado para a animação! Trate disso!"

Sem esperar para ser amado vocalmente, o soberano entra novamente no castelo.
Elvira Caixão, em troca dos seus serviços à Coroa, podia trabalhar nos jardins reais.
A bruxa, entendendo a mensagem, vai à parte proibída da fortaleza. O labirinto.
Já no sítio, percorre o caminho já decorado do complicado local.
Chegando ao centro, invoca a terrível criatura.

ELV. "Georgina! Aparece que tens um serviço dado pelo rei!"
GEO. " Meeeee... Estava a dormir! A eternidade torna-se cansativa."
ELV. " Calada, nojenta criatura!"

O feio fauno começa a definhar quando Elvira lhe aponta um dedo.

GEO. "Meeeee... Pára! Por favor, pára! Para mim você é a rainha!"
ELV. "Ahahahahahaha! Em breve matarei o rei e serei a mais poderosa!"
GEO. "E eu, com todo o orgulho, serei a sua escrava."
ELV. "Sim, será verdade cabra rafeira! Amanhã haverá uma festa na corte e o nojento do Bedonna quer que improvises algo. Trata disso! Não deixes cair o disfarce, aberração!"
GEO. "Pode confiar!"

Enquanto faz o caminho de retorno, Elvira revela sozinha.

ELV. "Sou tão poderosa! Em breve serei magnífica!"

No quarto real:Bedonna colocava a máscara de pepinos do Alasca, únicos no mundo, menos do Alasca. Oh, como era rico e poderoso.
A festa de amanhã seria um estrondo.
Nunca mais seria ou deveria ser esquecida!

FIM

Personagens

Beduh: Bedonna Gadonna I, o Único
Rei

Andreia Lucas
: Vanessa Voltaire
Membro do povo; alcoviteira-mor

Jordão: Gina
Membro do povo; alcoviteira

Gabriela: Sílvia Branco
Serviçal

Abel: Mortício Covil
Carrasco

Beatriz: Margarida de Cortona
Membro na nobreza

Bruna: Ester Assossena
Membro do povo; fomentadora de revoltas

Caff: Kiteria Benedita
Cozinheira da corte

Cátia Pequena: Eva de Abreu
Membro da burguesia

Carolina: Georgina
Fauno

Diogo: Thordvaldsen
Membro do povo; tocador do sino

Pato: Irino Samuel de Castro
Membro da burguesia

Eduarda: Elvira Caixão
Membro do povo; bruxa

Ana: Madlene
Sino

Filipe: Puppy
Cão do soberano

Filipa: Filomena de Fátima
Membro do clero; freira

Heldér: Jacques-Louis David
Membro da burguesia

Joana: Hortense Oliveira
Membro da nobreza; médica do soberano

Marta: Cândida Oliveira / Cassie
Membro do povo; comerciante

Miranda: Feliciano Anselmo
Membro do povo; pescador

Nuno: Nuna
Membro do povo; profissional do sexo; prisioneiro

Tarreca: Vera Lúcia Correia
Membro do povo

Tayane: Cindiléia da Silva
Pagem do Soberano